quarta-feira, 24 de junho de 2009

Procrastinemos, então.

Aqui estou eu, mais uma vez nas vésperas de alguma prova e no auge da minha inspiração para escrever coisas importantes, cheia de lições e substância, conteúdo (->passe o mouse no vão<-) (mentira) (nossa, que tédio o meu, em? tô apelando até com os recursos estéticos que o blog oferece pra enrolar mais e não estudar, duvido que alguém no universo dos meus 4 seguidores leia hoje até o final, se é que realmente me seguem). Hoje estou um pouco desesperado, porque além da preguiça costumeira, sinto-me numa crise criacional (nossa, essa palavra existe? se não existir talvez minha crise tenha até passado já que eu acabei de criar uma palavra nova). Puts, que burro eu. Crise criativa, Daniel, criativa. Queria discorrer acerca de algum tema muito relevante hoje, mas nada relevante me vem à cabeça, acho impressionante isso, a falta de relevância das minhas idéias. E minha situação só piora, escrevendo essas palavras ai com acentos que nem existem mais, além de preguiçoso e ''incriativo'', ainda me sinto obsoleto, nessas férias eu com certeza vou estudar a reforma do português. Que situação mais constrangedora, eu aqui escrevendo, talvez alguém me lendo, em algum lugar e eu sem falar nada. Já sei, sempre que eu não tenho assunto eu recorro a histórias da minha infância:
Sempre fui uma pessoa muito prática, desde os primórdios. Num passado distante, mas não diferente da contemporaneidade, estava eu gripado e com as defesas baixas, não aguentava mais ficar doente e ter que tomar os remédios, só o que eu gostava na minha vida era de Cebion (quando eu ficar famoso com esse blog, com certeza vão começar a me pagar pra falar o nome dessas marcas, esperem e verão), achava mais gostoso e Fanta, foi ai que eu e toda minha praticidade tivemos uma idéia genial. Minha mãe sempre dizia que era pra eu beber muita água, porque ai eu aceleraria minha recuperação, então eu resolvi fazer melhor, peguei todas as pastilhas de cebion e despejei na água (que ná época ainda se usava aqueles filtros de barro). Foi um dia muito feliz, fiquei hidratado e achei o máximo o meu mijo meio alaranjado, quem não gostou muito foi meu pai que não entendeu minhas boas intenções, que consistiam não só na minha cura, mas também na manutenção da saúde dos meus entes queridos.
Realmente hoje eu não estou inspirado e não vou mais me prolongar, odeio ser idiotamente prolixo (agora eu sou preguiçoso, ''incriativo'', obsoleto e mentiroso). Não vou me desculpar pelo flashback sem graça, porque ninguém é obrigado a vir aqui e ler tudo que eu escrevo, se vêm, vêm porque querem (preguiçoso, ''incriativo'', obsoleto, mentiroso e rebelde).
Adeus.

domingo, 21 de junho de 2009

Sinto-me influenciado.

De uns tempos pra cá, eu estava sentido um vazio muito grande. Confesso que às vezes era realmente só fome (nossa, não resisti, tive que usar piadinha pífia), outras vezes quando eu dormia passava, mas de qualquer forma o vazio acabava voltando. Percebi que estava cansado de viver a vida de forma amoral - nem eu sei direito o que é ser amoral, mas interpretem como se fosse uma coisa que nem é moral, nem imoral-, sem me importar efetivamente com nada. Falar besteira no meu blog não me dava mais o conforto que eu estava precisando. Foi então que eu resolvi procurar alguma religião, afinal um pouco de fé não faz mal pra ninguém. Como minha família sempre simpatizou com o espiritismo, sempre leu romances espíritas e outros livros relacionados, a idéia do espiritismo já era, de certa forma, bem quista por mim. Comecei a ler um romance espírita que falava de reencarnação, de como as pessoas que mais próximas da gente, principalmente a família, podem ter vivido conosco já em outras vidas, seja como irmão, mulher, inimigos mortais, transa-fixa-extraconjugal, a variedade é tamanha. Então, a partir daqui pra vocês vêem como eu sou influenciado pelo livro que estou lendo vou dar alguns exemplos aqui:
(vou mudar o tamanho da letra dos exemplos só pra usar aqui os artifícios estéticos que o blog oferece e eu nunca uso, lá vai)

  1. Quando eu tinha 11 anos e comecei a ler Harry Potter, que foi inclusive o que me fez tomar gosto pela leitura, eu confesso que passei alguns dias, talvez semanas, esperando também a minha carta me convidando pra ir pra Hogwarts, tamanha foi a minha decepção quando já no auge da minha senilidade aos 12 anos eu percebi que realmente ia ter que continuar na minha escola.
  2. Recentemente, quando eu li ''Quando Nietzsche Chorou'', fiquei tão envolvido, tão imerso na leitura, na crise do personagem principal que quase gerei uma crise também no meu relacionamento da época por causa da crise que ele estava vivendo. A minha sorte é que eu nunca fui mesmo de estudar e quando eu começo um livro eu gosto de lê-lo com celeridade (desculpem ficar usando esses termos bregas, eu podia falar ler ele rápido, mas como eu sei que meu conteúdo não é tão cultural, uso pelo menos um vocabulário mais distinto), aí o autor personagem superou a crise dele e eu, por tabela, a minha.
  3. Já quando eu li ''A menina que roubava livros'' (não, não comecei a roubar, minha micro tendência cleptomaníaca que eu expressava roubando balas na infância, já havia sido superada na época), comecei a xingar só em alemão, que era a língua que a menina falava.

Bem, eu nunca disse aqui que era normal, disse?

Voltando ao assunto principal, depois de ler sobre reencarnação, eu tentei aplicar em isso em tudo do meu cotidiano, gastei muito tempo imaginando o que eu teria sido nas encarnações passadas e não conseguia pensar em outra coisa. Até quando eu tinha uma dor de barriga mais acentuada eu imaginava ''Nossa, acho que me alimentei muito mal em alguma outra encarnação, essa dor de barriga é intensa demais pra ser só de agora''. Se eu paquerava alguém, tinha certeza que tínhamos tido algo em outras vida, e podia até jurar que os melhores amigos que eu fiz usando esse vaso corpóreo (container da minha alma imortal) têm que ter sido meus irmãos de alguma outra época. Então eu tive que dar um tempo com a leitura espírita, porque já estava ficando um tanto quanto fanático.

Atualmente eu vou ao centro espírita sempre que posso e, brincadeiras à parte, me faz muito bem e me ajuda a entender muitas coisas, além das minhas dores de barriga mais intensas (droga, porque eu não sei falar com brincadeiras a parte?) e das minhas afinidades maiores.

Vou indo. Vejo vocês qualquer dia, qualquer hora e em qualquer reencarnação.

sábado, 20 de junho de 2009

Sinto-me desejado.

Dan. diz:
fale mais
fale-me do quanto vc me deseja
Anônima apaixonada diz:
sabe o universo?
Dan. diz:
um pouco.
ele é vasto demais
e todo dia eu conheço um pouco dele.
é assim o seu querer?
vasto e expansível?
sem começo nem fim?
Anônima apaixonada diz:
sim
exato
como nos entendemos..
Estava pensando ontem com o botão da minha calça (é, é o único botão que eu tenho e sou adepto de uma forma de escrever sincera, sem mentiras, pensar com meus botões seria demais, apenas um artifício literário)... Nossa, que parênteses grande, preciso parar com esses pensamentos paralelos explicativos na hora de escrever, acabam me desconcentrando... Bem, voltando ao importante, estava eu ontem pensando com o botão da minha calça como o ser humano precisa do convívio social. Às vezes chega a ser até engraçado as coisas que a gente faz pra se adequar, eu mesmo, logo quando cheguei aqui em Maceió me sentia obrigado a rir das piadas sem graça que faziam, só porque eu morava num interior:
  • Lanchando, jantando, almoçandoou fazendo qualquer atividade que envolva coca-cola:
Idiota qualquer que eu queria fazer amizade: Lá em Paulo Afonso já tem coca?
Eu: HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHA (me esforçando ao máximo pra minha risada não parecer forçada)
  • Qualquer assunto sobre televisão:

Idiota qualquer que eu queria fazer amizade: Lá em Paulo Afonso malhação tá na época do Mocotó ainda, né?

Eu: HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHA (me esforçando ao máximo pra minha risada não parecer forçada)

Essas duas situações são ínfimos exemplos do quanto eu tinha que dissimular pra fazer amizades, sempre tudo que eu não sou: simpático, educado, prestativo... Mas hoje em dia eu sou polêmico e autêntico e não rio mais de piadas sem graça de forma algum, intimidade estraga tudo. Essa é a mensagem do dia, não fiquem íntimos, permaneçam distantes e simpáticos.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Vermes acadêmicos.

Dois estudantes de direito desiludidos, depois de uma prova, sentaram-se num banco e começaram a conversar sobre a vida. De repente um encherga um verme e eles começam a observá-lo e invejá-lo

-Olha, um verme, como ele anda engraçado, né?
-É, bem nojentinho, parece com você.

Depois de muitas comparações pejorativas um deles disse:

-Nossa, esse verme anda por aqui todo despreocupado, não liga pra prova, pros estudos, você não queria ser um verme também?
-Claro que não, a gente já faz isso naturalmente.


P.S: Claro que não era extamente um verme que estava passeando despreocupado pela faculdade, mas nós não nos satisfazemos em sermos ignorantes apenas com os assuntos jurídicos, o bom da vida é ignorar todos os assunto, acho que era só uma minhoca mais magrinha.

P.S2: Não preciso dizer que essa história eu só ouvi, né? Não participo desse diálogo, juro.

Voltem sempre.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Bem, hoje eu deveria estar em várias lugares, menos aqui postando. Na verdade não vários, ou na cama dormindo, ou na cama estudando processo. Mas duas opções nunca foram bastante pra mim e estou aqui, procrastinando. Na verdade, procrastinar é sempre uma opção pra mim, seja terceira, quarta ou quinta. É a que eu escolho na maioria das vezes, a mais confortável. Mas confesso que hoje não está sendo fácil, porque eu realmente estou sem assunto. Mas eu vo continuar escrevendo e escrevendo, porque sempre que eu não tenho assunto eu acabo falando muita idiotice e saio mais leve da frente do computador. Agora mesmo acabei de lembrar que numa apresentação de um trabalho de psicologia forense no semestre passado eu estava falando sobre suícidio, dizendo que os casos de sucídio deveriam ser estudados a fundo e de forma séria, pra descobrir as causas reais, ai, na tentativa frustrada de enfatizar a seriedade que é um suicídio eu soltei ''Então, devemos estudar os casos com seriedade porque suicídio é coisa séria (se eu tivesse parado aqui tudo bem, falei coisas óbvias, mas e daí? quem não fala. o pior veio depois...), não é uma brincadeirinha''. Não sei se eu escrevendo dá pra sentir o impacto das minhas palavras... Mas na hora foi muito constrangedor, mas afinal, suicídio realmente não é uma brincadeirinha, as pessoas que encaram de forma cômica uma constatação muito séria e embasada da minha parte. De repente tá me dando sono, esse blog aqui é terapêutico...

Vou dormir agora e espero que desse pouco aqui que eu escrevi tenha ficado uma lição, suicídio não é uma brincadeirinha. Espalhem essa notícia.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Predestinação ou má educação?

Oi, estou de volta, eu acho! Minha mãe disse que era pra eu fehcar esse blog e parar de postar, porque eu me exponho demais. Eu sei que é verdade, mas eu não sei ser diferente e, de certa forma, nem acho isso a pior coisa do mundo pra falar a verdade. Hoje eu tive um ''insight'' (é assim que são chamados os clarões de razão que de vez em quando a pessoa tem? - confesso que esse foi o meu primeiro, espero ter mais), em relação à minha vida profissional. Desde quando eu era pequeno as pessoas sempre diziam que eu devia fazer direito porque eu tenho respostas pra tudo (não que elas sejam agradáveis), e eu acabei amadurecendo essa idéia de forma dando tanta certeza pra ela, que eu acabei só cogitando outras possibilidades no ano de decidir mesmo o que eu queria fazer... Bem, hoje em dia eu posso dizer que não sou a pessoa mais feliz da minha sala por cursar direito, e ao pensar nisso foi que eu tive o meu clarão: descobri que sempre fui uma criança mal-educada, respondona. Então, meus pais sem saber o que fazer (mãe, pai, isso aqui é só pra deixar a história mais interessante e dramática, vocês me criaram muito bem. Eu mesmo não teria me criado melhor!) começaram a me dizer isso, que eu deveria fazer direito, porque eu ''contestava'' tudo, tentando, dessa forma, canalizar a minha falta de biofiltro-cerebral-oral (é um dispositivo que só deus dá no momento do nosso nascimento ou você adquire depois de muita reflexão e maturidade - não que eu tenha vivido alguma dessas duas situações) para algo produtivo e financeiramente rentável. Hoje estou eu aqui, vésperas de provas, tranquilíssimo sem ter lido nada ainda. Pelo menos a minha tranquilidade eu estou exercitando como nunca, mas sinto que o meu instrumento para contribuir com o mundo não é o direito, se for, ainda estou por descobrir.

Cansei desse assunto. Tô pensando aqui que preciso providenciar fotos bonitas pra usar no meu msn, que agora se tornou meu único instrumento de (espantar) paquera, mas o problema é que a minha beleza não é estática, por isso não consegue ser capturada por fotografias. É triste isso de beleza dinâmica.

Depois falo mais.

Vou continuar aqui postando, quem sabe a minha contribuição para a humanidade num vai ser através desse blog, né? (sem risadas irônicas)