QUANDO UMA SEQUÊNCIA FOTOGRÁFICA FALA MAIS QUE MIL PALAVRAS.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Especialidade: comentários infames.
Cinco amigos saindo lanchar de carro e passeando pela orla, aproveitando o encejo pra mostrar os pontos mais bonitos pra as duas visitantes. Então eles passam ali por uma parte muito bonita da praia de Ponta Verde e um deles comenta:
-Olha, esse e o canto mais bonitos de Maceió.
-É mesmo, eu também acho!
Então, eu, num tom desprentencioso e inocente, completei:
-É bonito mesmo, mas quando eu fico muito tempo parado, eu que sou o canto mais bonito de Maceió.
(Silêncio no carro. Não sei se as pessoas preferiram nem entender ou ficaram incrédulas a ponto de optar po ignorar as verdades ali ditas)
Tá, eu sei que eu faço piadas ridículas. Mas não sei ser diferente. Adeus.
-Olha, esse e o canto mais bonitos de Maceió.
-É mesmo, eu também acho!
Então, eu, num tom desprentencioso e inocente, completei:
-É bonito mesmo, mas quando eu fico muito tempo parado, eu que sou o canto mais bonito de Maceió.
(Silêncio no carro. Não sei se as pessoas preferiram nem entender ou ficaram incrédulas a ponto de optar po ignorar as verdades ali ditas)
Tá, eu sei que eu faço piadas ridículas. Mas não sei ser diferente. Adeus.
Odeio títulos (hoje).
Descobri que minha inspiração não é movida nem pela procrastinação, nem pelo ócio, a força motriz de toda minha genialidade(?) vem das minhas crises, que são mais constantes, pra não dizer que reinam em absoluto, em detrimento das minhas épocas de calma e normalidade. Procrastinação e tédio são apenas motivos. O problema é que no momento não tenho o que procrastinar e nem estou entediado e esses eram meus motivos principais, motivos inclusive da minha quase total monotematicidade aqui no blog. Hoje eu vim só enrolar mesmo, tanto que não coloquei nem título ainda, sinto-me sem temas. Queria não ser tão alheio às coisas que acontecem no mundo, pra poder comentá-las aqui, mas às vezes eu sou muito debochado mesmo tratando de assuntos sérios, então prefiro me manter ignorante pra não faltar tanto com respeito. Não sou tão polêmico e autêntico, confesso.
Hoje eu vou expor aqui um diálogo rápido de quando eu estava em Paulo Afonso com meus amigos, pra mostrar como eu uso meu humor e minha sagacidade sempre que possível pra elevar a auto-estima dos meus amigos.
- Estávamos nós na mesa da cozinha jogando dominó, até que uma Pinicana (nome fantasia pra preservar a identidade da piniqueira) comenta sobre o seu jogo:
-Ixi, meu jogo tá uma droga, cheio de bomba!
-Nossa, que perigo! Um canhão cheio de bomba.
Eu acho que esse diálogo ilustra com propriedade a importância da amizade e como os amigos devem sempre apoiar uns aos outros, usando sempre palavras de incentivo. Por hoje é só pessoal, só tô postando pra não perder a prática. Terminei o texto sem títulos mesmo.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Essência extra-corpórea.
Acho impressionante quão paradoxal é a nossa completude. Nascemos inteiros, completos, ligados apenas a nossas mães pelo cordão umbilical, nesse aspecto somos solitários, é a nossa natureza, não precisamos de outras pessoas biologicamente falando pra quase nada. Mas, ao mesmo tempo, somos mosaicos incompletos, onde só o que possuímos é uma base estrutural, o que vai guiar as próximas peças que iremos aderir e as que irão ficar de fora do que construímos, da arte que criamos, do papel interpretado contidianamente. O que eu quero dizer é que no decorrer da vida, trocamos peças, pedaços com outras pessoas, buscamos proximidade com os mosaicos mais ricos, intuindo, mesmo que instintivamente, embelezar a nós mesmos. De forma que viver sem nos acrescentar peças, sem nos tornarmos ''mais bonitos'', não deixa de ser uma existência um tanto quanto sem sentido, seremos pregados apenas nos cantos das paredes das lembranças alheias, talvez até sem merecer o nome de mosaico, por termos adquirido tão poucas peças, ignorando o oportuno. O engraçado é que tem gente que se orgulha de ser ''firme'', de ser tão naturalmente bonito que quase renega peças alheias.
Eu digo que os amigos que fazemos ao longo da nossa vida, mesmo os efêmeros, que só nos acompanhem por fases, tendo um número limitado de peças pra trocar conosco, formam uma espécie de essência extra-corpórea, são pedaços de tudo que somos, fomos e do que pretendemos ser.
Resumidamente, pra explicar a importância dos amigos em nossas vidas, acho que posso compará-los com água encanada, que, por já ser comum, estar presente no dia-a-dia, não nos damos conta do quão importante ela é para a realização de coisas simples, como limpar a bunda depois de cagar ou mesmo lavar a mão depois de assoar o nariz. Sendo assim, amigos são, na verdade, a água encanada da alma, que nos ajuda a ''limpar'' nossas cagadas mais feias e quando não conseguem, se forem amigos mesmo, tentam ignorar o cheiro.
Eu não seria tão lindo, sensual, sexselvágel, engraçado e espirituoso se eles não me ajudassem na construção desse mosaico. Aos meus amigos, sintam-se amados.
terça-feira, 14 de julho de 2009
Danieologismo.
Sexselvágel. [do lat. sexus selvagines] Adj. 1. pessoa que gosta, admira de perto ou de longe, pratica ou pretende praticar sexo selvagem, que pode ou não ser na selva. Ex. ''O mundo seria melhor se as pessoas fossem mais sexselvágeis''
domingo, 12 de julho de 2009
Não gosto de dormir.
Geralmente meus títulos falam de alguma coisa central no texto, o assunto pelo qual eu pretendo estruturar tudo, ou pelo menos um ponto de partida, pois bem, esse título é explicativo. Justifica eu estar aqui, não tem nada a ver com as próximas palavras que serão sensualmente escritas por mim. Mas, já me contradizendo no parágrafo seguinte, o título necessita esclarecimentos, porque eu não sou uma pessoa incoerente (mentira, até sou, mas vou esclarecer de qualquer forma): eu gosto muito de estar dormindo, eu e meus cílios pesados, mas eu odeio o pré-sono, o ir deitar, o ficar pensando até dormir, acho um saco. Nunca fui muito de pensar, pensar pra mim é só na hora das provas, quando eu preciso convencer o professor de que eu tenho a mínima noção de um assunto que eu desconheço quase que por completo, então nas minhas outras atividades diárias eu prefiro não pensar. Eu ligo o piloto automático e vou vivendo, dou sempre respostas automáticas idiotas que precisam ser consertadas logo que proferidas pra evitar desde confusões pequenas como um prato a mais de comida, até confusões maiores que com certeza já devem ter acontecido mas eu não me lembro no momento e, claro, não vou pensar!
Então, desde quando as férias começaram eu acho que não fui dormir nem sequer um dia antes das duas da manhã, eu sei que quando as férias tiverem acabado eu não vou ter a mínima idéia do que eu fiz nesse tempo que passava acordado, porque a internet é que nem vodka, ela rouba suas memórias, no final da(s) festa/férias você só tem flashes, impressões... Poucas conversas serão armazenadas e uma quantidade menor ainda terá alguma relevância. Mas a vida é isso. Acho que estou ''muito profundo'' hoje porque, como vocês podem ver no post anterior, meus pais foram ''pro mato, tomar água'' e quem me acompanhou hoje foi a solidão, e ela sempre acaba me fazendo pensar, por mais que eu resista. Confesso que hoje eu nem pensei muito, quando comecei a querer pensar, fui logo pra beira da piscina e fiquei lendo meu livro do momento, que é tão distante da minha realidade que eu nem consigo me envolver nele. Não que Harry Potter seja uma realidade, mas eu só tinha 11 anos na época, como já expliquei antes. Então, estava eu, lendo meu livro com meu cachorro do lado, tudo estava lindo, eu não estava pensando, estava lendo. Até que eu tive que parar de ler e de não-pensar pra começar a agir, quando eu vi alguns filhotinhos de carrapato passeando pelo minha barriga. Agi instintivamente e me joguei na piscina, torcendo inconscientemente para que o cloro matasse meus novos companheiros. Viram como eu quase não penso? Sinto-me um animal selvagem. Nossa, eu não devia escrever quando estou assim com tanto sono, fico pior do que bêbado.
Mas vocês já puderam perceber que hoje não sairá nada engraçado ou interessante, né? Acho que agora vou dormir, há um tempinho atrás eu estava dando a velha consultoria amorosa da madrugada, vejam como eu aconselho bem.
Situação: Anônima confusa comentando sobre a frase que outro anônimo apaixonado colocou no msn tentando atingi-la.
Anônima diz:
Viu a frase dele?
Dan. diz:
vi
muito brega
e baixa.
Anônima diz:
kkkkkkkkkkk
é baixa mesmo
fico me sentindo mal, sei lá
Dan. diz:
pois ignore
vc tbm num tem culpa pelo que ele sente
todo dia alguém se apaixona por mim
é normal.
Dan. diz:
vi
muito brega
e baixa.
Anônima diz:
kkkkkkkkkkk
é baixa mesmo
fico me sentindo mal, sei lá
Dan. diz:
pois ignore
vc tbm num tem culpa pelo que ele sente
todo dia alguém se apaixona por mim
é normal.
Quando eu estou com sono a solidão me abandona e a pretensão me faz companhia. Mas toda essa auto-estima vem da minha mãe, que sempre procurou ver o lado bom das minhas atitudes, lembro até hoje que na minha época 'gordo e traquino' eu passava o dia inteiro comendo quebra-queixo e com preguiça de jogar os papéis no lixo colocava todos dentre de uma bolsa da minha mãe, eu sei que no dia que ela foi usar essa bolsa não cabia mais nada, então ela perguntou:
-Daniel, foi você que jogou esse lixo aqui dentro da minha bolsa?
-Er... não lembro, acho que pode ter sido eu.
- Nessa hora eu já estava esperando a bronca, ai ela olhou pra mim e disse:
-Como você é limpo e organizando, não jogou papel no chão, gostei de ver...
Pois é, pessoal, agora eu vou dormir mesmo. Adeus.
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